BRB recua do reajuste zero, mas mantém salários sem correção até janeiro de 2027; assembleia nesta sexta (4)

 

Após a rejeição do reajuste zero, o BRB apresentou na última quinta-feira (3) uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. O banco incluiu ganho real de 0,6%, mas adiou o reajuste dos salários e da maior parte dos benefícios para janeiro de 2027, sem pagamento retroativo.

Os tíquetes alimentação e refeição seriam corrigidos já em setembro de 2026 pelo INPC acumulado nos 12 meses anteriores, acrescido de 0,6%. O mesmo índice chegaria aos salários e demais benefícios somente em janeiro. Em setembro de 2027, seria aplicado novo reajuste pelo INPC, novamente acompanhado de ganho real de 0,6%.

A proposta será avaliada pelas bancárias e pelos bancários do BRB em assembleia nesta sexta-feira (4), às 19h.

Mesmo com o recuo do banco, a proposta ainda deixa os trabalhadores quatro meses sem recomposição salarial. Durante a reunião, o Sindicato reivindicou ganho real maior no próximo reajuste para compensar essa perda e reafirmou que a crise não pode ser transferida para quem mantém o BRB funcionando diariamente.

Proteção ao emprego e à remuneração

Entre os avanços construídos na mesa está a cláusula de proteção ao emprego e à remuneração global habitual diante de eventual alteração do controle acionário do BRB ou de outra operação que resulte em sucessão de empregadores.

A garantia permaneceria até o fim do ACT, em agosto de 2028, ou por 12 meses após a conclusão da operação, prevalecendo o período mais longo. Uma eventual dispensa coletiva dependeria de intervenção sindical e negociação específica. O texto também deixa claro que a cláusula não representa concordância com qualquer mudança no controle do banco.

Saúde BRB continua sem solução

O banco aceitou registrar em ata apenas o compromisso de estudar, até o primeiro semestre de 2027, a viabilidade de cobrir o déficit do plano, sem assegurar a implantação de medidas após a conclusão da análise.

Diante da urgência do tema, o Sindicato cobrou um compromisso efetivo com o financiamento do plano. O BRB também se limitou a prometer estudos sobre a Previdência BRB e alternativas para empregados afastados que recebem remuneração inferior ao teto do INSS.

Outros avanços

A proposta preserva os direitos do ACT atual e reúne outras conquistas alcançadas na negociação, como abono no mês de aniversário, dois abonos anuais para doação de sangue, ampliação de 800 para mil vagas no auxílio-academia e melhores condições no financiamento imobiliário.

Também foram incluídas medidas de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica, com atendimento sigiloso, abono para formalização da denúncia e manutenção da remuneração por seis meses. O banco assumiu ainda compromissos com inclusão, acessibilidade e combate à discriminação.

> Bancárias e bancários do BRB decidem sobre proposta de acordo coletivo em assembleia virtual nesta sexta (4)

Da Redação

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