Bancários de Alagoas vão às ruas no Dia Nacional de Luta contra as Demissões no Bradesco
Sindicato dos Bancários denuncia política do banco que tem impactos negativos tanto para os trabalhadores quanto para a população
Na manhã desta terça-feira (17), o Sindicato dos Bancários de Alagoas somou forças com os trabalhadores do Bradesco e participou do Dia Nacional de Luta contra as Demissões, uma mobilização realizada em todo o país para denunciar o fechamento de agências, as demissões e a crescente precarização das condições de trabalho no banco.
Em Maceió, a atividade aconteceu em frente à agência Centro, onde dirigentes sindicais e bancários realizaram um ato público, dialogaram com clientes e distribuíram informativos à população. Como parte da mobilização nacional, o Sindicato também paralisou o atendimento da unidade até às 12h, em um gesto de protesto e alerta à direção do banco.
A manifestação buscou chamar a atenção para a contradição entre os resultados financeiros bilionários do banco e a política de redução de postos de trabalho e estrutura de atendimento.
Mesmo após registrar lucro de R$ 24,6 bilhões em 2025, o Bradesco segue promovendo cortes em sua rede. De acordo com dados divulgados pelo próprio banco, 1.927 postos de trabalho foram eliminados em 12 meses, sendo 2.092 cortes diretos entre bancários, além do fechamento de 296 agências, 1.098 postos de atendimento e quatro unidades de negócios em todo o país.
Com menos agências e menos funcionários, o resultado aparece no cotidiano das unidades: filas maiores, demora no atendimento e serviços cada vez mais sobrecarregados. Já para os bancários, o cenário é marcado por pressão constante, metas abusivas e um ambiente de trabalho que tem provocado adoecimento na categoria.
Durante a mobilização, o presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Thyago Miranda, criticou duramente a postura da direção do banco.
"Estamos aqui denunciando essa política nefasta do Bradesco. Um banco que lucra bilhões, mas segue fechando agências e demitindo seus trabalhadores. Isso é inaceitável. Estamos nas ruas para denunciar essa política e defender empregos, condições dignas de trabalho e atendimento de qualidade para a população", afirmou.
Além do ato público, os dirigentes sindicais aproveitaram a mobilização para conversar com clientes e trabalhadores, explicando os motivos do protesto e denunciando os impactos da política adotada pelo banco.
Para o diretor Márcio dos Anjos, a politica nociva de demissões e fechamento de agencias praticado pelo Bradesco é extremamente prejudicial para os bancários e para a população que no final, é quem paga a conta. "Na verdade este sistema financeiro penaliza a população brasileira, pois o lucro desenfreado incentiva o fechamento de agencias, promovendo desemprego e penalizando a sociedade. Com menos agencias bancárias a população tem que se dirigir a locais mais longes ficando cada vez mais vulneráveis a golpes", afirmou.
O diretor do Sindicato Juan Gonzalez reforçou que o movimento é um recado claro à direção do Bradesco. "Essa mobilização é um recado ao Bradesco: não vamos aceitar que o lucro do banco continue sendo construído à custa de demissões, fechamento de agências e adoecimento dos trabalhadores. Estamos aqui para exigir respeito, valorização e condições dignas de trabalho", destacou.
Para o Sindicato, o Dia Nacional de Luta representa mais um passo na mobilização da categoria contra o desmonte do atendimento bancário e a retirada de direitos. A entidade afirma que seguirá vigilante e mobilizada para defender empregos, condições dignas de trabalho e um sistema bancário que atenda de forma justa a população.
Porque quando o banco lucra bilhões, não há justificativa para cortar empregos nem fechar agências. E quando os trabalhadores se unem, a resposta vem das ruas. Vamos à luta!!!




