Sindicato recebe SESMT/BB discute condições de trabalho e cobra adequações do banco às novas normas de saúde e segurança
Em reunião com representantes do serviço especializado do Banco do Brasil, Sindicato destacou sobrecarga de trabalho, problemas ergonômicos e demora na emissão de CATs, além da necessidade de adaptação às mudanças da NR-1 que entram em vigor em maio de 2026
O Sindicato se reuniu nesta quinta-feira (12), na sede da entidade com o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho do Banco do Brasil (SESMT/BB). A reunião debateu sobre as condições de trabalho nas unidades do banco e a necessidade de fortalecimento das políticas de saúde e segurança para o funcionalismo.
O encontro contou com a participação de 02 representantes do SESMT/BB, André Barreto e Samuel Medeiros, além da diretora Roseane Amaral, e dos diretores Carlos Alberto e José Marconde. Os dirigentes levaram à mesa preocupações recorrentes da categoria. Entre os principais pontos debatidos estiveram à sobrecarga de trabalho nas agências, problemas ergonômicos no atendimento ao público e a demora na emissão de Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs).
Durante a reunião, a diretora Roseane Amaral chamou atenção para os chamados "claros" nas agências, que ocorrem quando há falta de funcionários nas unidades. Segundo ela, essa situação tem provocado uma sobrecarga crescente sobre os trabalhadores. "Os claros nas agências acabam impondo um ritmo excessivo de trabalho aos funcionários que permanecem nas unidades. Isso gera sobrecarga e tem impactos diretos na saúde física e mental dos bancários", destacou Roseane.
Já o diretor Carlos Alberto abordou as dificuldades ergonômicas enfrentadas pelos trabalhadores, especialmente nos caixas. "Recebemos muitas queixas sobre bancadas inadequadas para o atendimento no caixa. Em muitos casos, o mobiliário exige um esforço físico constante dos funcionários, o que pode causar dores, lesões e outros problemas de saúde ao longo do tempo", afirmou.
Outro ponto levantado na reunião foi a demora na emissão das CATs, tema trazido pelo diretor José Marconde. Ele ressaltou que a agilidade nesse processo é fundamental para garantir direitos e acompanhamento adequado aos trabalhadores que adoecem ou sofrem acidentes relacionados ao trabalho. "A emissão da CAT é um direito do trabalhador e um instrumento essencial para registrar e acompanhar situações de adoecimento ou acidente de trabalho. A demora nesse processo preocupa e precisa ser enfrentada", pontuou Marconde.
Além das questões apresentadas pelos dirigentes, também foi destacada a importância do SESMT no acompanhamento das condições de trabalho dentro do Banco do Brasil. O serviço tem papel fundamental na prevenção de acidentes, no monitoramento da saúde ocupacional e na construção de ambientes de trabalho mais seguros.
Outro tema relevante debatido foi à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passará a ter novas exigências a partir de maio de 2026. As mudanças reforçam a obrigatoriedade das empresas adotarem mecanismos mais efetivos de gestão de riscos ocupacionais, incluindo aspectos ligados à saúde mental dos trabalhadores. Para os dirigentes sindicais, é fundamental que o Banco do Brasil esteja preparado para cumprir as novas determinações da norma, garantindo condições adequadas de trabalho e preservando a saúde dos funcionários.
O Sindicato seguirá acompanhando o tema e cobrando do banco medidas concretas para melhorar as condições de trabalho e fortalecer as políticas de prevenção e cuidado com a saúde da categoria.

