Banco do Nordeste descumpre compromisso firmado em mesa e revolta categoria em Alagoas
Após garantir em mesa de negociação que o pagamento ocorreria em fevereiro, banco altera calendário, adia divulgação do balanço para março e frustra trabalhadores, gerando indignação e reação firme do Sindicato
O Sindicato dos Bancários de Alagoas vem a público manifestar repúdio veemente à postura do Banco do Nordeste diante da divulgação unilateral do novo calendário para apresentação do balanço, agora marcado para o dia 18 de março, o que impacta diretamente o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Na mesa de negociação realizada em 4 de fevereiro de 2026, o banco assegurou expressamente que o pagamento da PLR ocorreria ainda neste mês de fevereiro. O compromisso firmado gerou expectativa legítima na base dos funcionários e funcionárias, que organizaram sua vida financeira contando com a palavra empenhada pela instituição.
Entretanto, sem qualquer diálogo prévio com a representação sindical e sem apresentar justificativa convincente à categoria, o banco apresentou no calendário de eventos corporativos uma nova tabela com a alteração da data de apresentação do balanço e, consequentemente, do pagamento da PLR. A mudança abrupta e sem transparência demonstra desrespeito à negociação coletiva e à inteligência dos funcionários.
Para o presidente do Sindicato, Thyago Miranda, a atitude é inadmissível."O que nos causa indignação não é apenas o adiamento, mas o descumprimento de um compromisso firmado em mesa de negociação. O banco criou uma expectativa concreta na categoria e agora simplesmente altera o calendário sem qualquer explicação plausível. Isso fere a confiança, desrespeita os trabalhadores e demonstra uma postura incompatível com o diálogo que deve nortear as relações de trabalho", declarou.
O diretor Iury Filgueira também criticou duramente a postura da direção do banco. "A PLR não é favor, é fruto do trabalho dos funcionários. Quando o banco não cumpre o que negocia, compromete a confiança nas relações e afeta diretamente a programação financeira dos trabalhadores. A categoria merece respeito, transparência e responsabilidade", disse.
O Sindicato reforça que não aceitará a naturalização desse tipo de prática. A negociação coletiva é instrumento sério, construído com diálogo e responsabilidade. Quando um acordo é firmado, deve ser cumprido.
A entidade exige que o banco apresente explicações formais à categoria, esclareça os reais motivos do adiamento e respeite os compromissos assumidos.

