Sindicato reúne entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e fortalece trincheira em defesa dos trabalhadores

 

Em um cenário de ataques aos direitos e tentativas de fragmentação da representação, o encontro reafirma que a defesa do funcionalismo no BB passa pela organização coletiva, articulação permanente e unidade entre as entidades 

 

Em tempos de ataques silenciosos, reestruturações disfarçadas de modernização e pressão permanente sobre quem carrega o banco nas costas, a palavra de ordem é uma só: unidade. Foi com esse espírito que o Sindicato promoveu, nesta terça-feira (24), uma reunião estratégica com entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil, reafirmando que nenhuma conquista se sustenta sem organização coletiva.

O encontro, realizado na sede da entidade, foi além de uma simples agenda institucional. Ao reunir entidades que representam trabalhadores da ativa e aposentados que muito fizeram e seguem sendo parte viva da história do banco, o Sindicato reafirma que a luta não tem prazo de validade nem geração específica. Trata-se de um movimento político necessário: alinhar estratégias, estreitar laços e consolidar uma atuação conjunta.

O presidente do Sindicato, Thyago Miranda, foi direto ao ponto ao destacar que a defesa do funcionalismo passa, obrigatoriamente, pela construção de uma frente unificada. "Este é um momento de somar forças, construir estratégias em conjunto e reforçar que a defesa do funcionalismo passa pela unidade das entidades e pela organização coletiva. O Sindicato segue de portas abertas para o diálogo e para todas as iniciativas que tenham como foco a valorização dos funcionários e funcionárias do BB", destacou.

A fala não é retórica. O Sindicato reforça sua atuação com três dirigentes oriundos do Banco do Brasil, a diretora Roseane Amaral e os diretores Carlos Alberto e Nilsão, ampliando a capacidade de mobilização, aprofundando o debate das pautas específicas do funcionalismo e fortalecendo a presença política onde as decisões impactam diretamente a categoria.

Participaram da reunião o presidente da AABB-Maceió Clébson Pinheiro e o vice Jezreel Agra. Além do presidente da AaBBA Emídio Morais, representante da AAFBB Alberto Passos e Egmar Barbosa representante do Conselho da Cassi e líder dos aposentados na ANABB.  

Para o diretor Carlos Alberto, o encontro foi mais do que uma simples troca de experiências. "Foi um momento de construção concreta na defesa do banco público, de valorização dos funcionários e de enfrentamento coletivo a qualquer tentativa de enfraquecimento institucional ou retirada de direitos", falou.

Já a diretora Roseane Amaral ressaltou o peso histórico da unidade. "A história ensina que, quando as entidades caminham juntas, a categoria avança. Quando se dispersam, os ataques se intensificam. Por isso, esta reunião consolida o papel do Sindicato como espaço legítimo de articulação política e organização da luta", disse.

O diretor Nilsão também reforçou que a unidade não é apenas simbólica, mas estratégica. "Manter as entidades representativas unificadas não é um gesto simbólico. É uma estratégia de sobrevivência e de avanço. Pois a defesa do Banco do Brasil, enquanto patrimônio público e instrumento de desenvolvimento passa, necessariamente, pela valorização de quem constrói diariamente sua história: os funcionários e funcionárias", pontuou.

A reunião consolida o papel do Sindicato como espaço permanente de articulação política e organização da luta, reafirmando que somente com unidade será possível enfrentar os desafios atuais e avançar nas conquistas do funcionalismo.

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