NOTA DE REPÚDIO: Santander quer o resultado do trabalhador, mas foge quando chega a hora de valorizá-lo

 

 

O Sindicato dos Bancários manifesta seu veemente repúdio à postura do Santander nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

 Na rodada de 1º de outubro, o banco apresentou uma proposta insuficiente. A representação dos trabalhadores rejeitou, apontou os problemas e cobrou avanços. A resposta do Santander foi não melhorar a proposta e abandonar a mesa de negociação.

 É preciso denunciar essa lógica. Para cobrar metas, produtividade, pressão e resultados, o Santander sabe muito bem negociar. Quando chega a hora de reconhecer quem produz tudo isso, o banco fecha a porta.

 Na PPRS, a proposta pode fazer com que trabalhadores recebam menos do que no ano passado. Depois de exigir cada vez mais dos empregados, o banco aparece com uma proposta que pode representar perda para quem ajudou a construir seus resultados.

Isso não é valorização. É retrocesso apresentado com outra embalagem.

 Também foram levadas à mesa denúncias de pressão sobre trabalhadores considerados "hipersuficientes" para alterações contratuais individuais durante o processo de negociação. A justificativa de "erro de sistema" não encerra a questão. Erro de sistema não pode virar salvo-conduto para atropelar direitos.

 O que está em jogo é mais do que uma cláusula ou outra. É o respeito à própria negociação coletiva.

 O Santander quer negociar apenas aquilo que lhe interessa. Quer cobrar compromisso dos trabalhadores sem assumir compromisso com eles.

 O Sindicato não aceitará!

 Trabalhador não é custo. Direito não é favor. Os resultados do Santander são construídos pelo trabalho diário de seus trabalhadores.

 Por isso, o Sindicato exige a retomada das negociações e uma proposta que represente avanços reais, sem redução de direitos e sem perdas para os trabalhadores.

O Santander precisa parar de tratar a negociação como um jogo de mão única, no qual o banco sempre ganha e o trabalhador perde.

 

NENHUM DIREITO A MENOS.

NENHUMA PERDA DISFARÇADA DE AVANÇO.
RESPEITO SE CONQUISTA NA LUTA.

 

 

 

 

 

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