Sindicato reúne entidades e acompanha lançamento de campanha permanente contra o feminicídio

Encontro reuniu representantes de diversas categorias para acompanhar atividade híbrida promovida pela CUT, que lançou a campanha "Pela Vida das Mulheres, a Luta é de Todos”; e reforçou a adesão ao Pacto Nacional “;Brasil Contra o Feminicídio"

 

O Sindicato  promoveu, nesta quarta-feira(13), um encontro em sua sede, reunindo representantes de diversas entidades sindicais e movimentos sociais para acompanhar a atividade híbrida de lançamento da campanha permanente "Pela Vida das Mulheres, a Luta é de Todos", promovida pela Central Única dos Trabalhadores.

A atividade marcou o início de uma mobilização permanente no movimento sindical voltada ao enfrentamento do feminicídio e das violências de gênero, além de reforçar a adesão ao Pacto Nacional "Brasil Contra o Feminicídio", fortalecendo a articulação entre entidades e políticas públicas de proteção às mulheres.

O encontro contou com a presença de representantes da CUT-AL, lideranças do PT e de sindicatos como o Sinteal, Sindprev e outras entidades representativas, especialmente ligadas à defesa dos direitos das mulheres e do serviço público, que acompanharam coletivamente a transmissão realizada de forma híbrida, integrando participação presencial e virtual.

Durante a atividade, a diretora do Sindicato Ramonna Mickaelly, fez uma fala contundente ao destacar que o enfrentamento à violência de gênero precisa ser tratado como uma pauta estrutural e permanente do movimento sindical e da sociedade. "Não estamos falando de casos isolados ou de tragédias individuais. O feminicídio é a face mais extrema de uma estrutura de violência que se reproduz todos os dias, também nos ambientes de trabalho, nas relações sociais e nas instituições. O movimento sindical precisa assumir essa pauta com mais radicalidade, porque defender a vida das mulheres é enfrentar diretamente um modelo de sociedade que ainda naturaliza a violência e a desigualdade", afirmou.

O diretor  também presidente da CUT-AL, Luciano Santos, também ressaltou a necessidade de envolvimento coletivo na luta, destacando especialmente o papel dos homens no enfrentamento à violência de gênero. "Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. É fundamental que os homens também se engajem, se posicionem e ajudem a transformar essa realidade, porque a violência contra as mulheres precisa ser combatida por todos nós", destacou.

A campanha permanente prevê uma série de ações ao longo de 2026, incluindo formação sindical, comunicação, mobilização e a implementação de protocolos de enfrentamento ao assédio e às violências de gênero nos ambientes de trabalho, além da incorporação do tema nas pautas de negociação coletiva.

A escolha do dia 13 de maio para o lançamento da campanha também remete à reflexão sobre a persistência das desigualdades estruturais no país e à necessidade de ampliar o debate sobre racismo e violência de gênero, especialmente diante da realidade vivida pelas mulheres negras.

O encontro reforça a importância da unidade do movimento sindical e social na construção de uma agenda permanente em defesa da vida, da igualdade e do enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres.

 

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