Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
Organizações cutistas realizarão atos em várias cidades do país . Em Maceió o ato será na Orla da Pajuçara, às 8h.
Movimentos sociais das capitais de Maceió, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina, São Paulo e Rio de Janeiro já confirmaram os locais de concentração das atividades do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. Além de festejar a trajetória da luta de classe, os trabalhadores irão às ruas para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da redução da jornada de trabalho sem perda de direitos e fim da escala 6x1.
A seguir, as cidades e locais com atos já confirmados (lista sujeita a atualizações):
- Alagoas (Maceió): Orla da Pajuçara, às 8h
- Rio de Janeiro (capital): Copacabana, Posto 5, às 14h
- São Paulo (capital): Praça Franklin Roosevelt, às 09h
- São Bernardo do Campo (SP): Paço Municipal (Praça Samuel Sabatini, Centro), a partir das 9h
- Belo Horizonte (MG): Praça Raul Soares, às 09h
- Fortaleza (CE) : Espigão de Rui Barbosa/Praia de Iracema, às 15h
- Teresina (PI): Praça da Liberdade, avenida Frei Serafim S/N, às 8h
- Londrina (PR): Samba do Trabalhador, no Canto do Marl (Avenida Duque de Caxias, nº 3.241 —; Centro), às 16h
- Dourados (MS): Praça do Cinquentenário (Av. Marcelino Pires - Vila Industrial), às 16h
Fortalecer a identidade da classe trabalhadora
O 1º de Maio foi instituído como Dia Internacional dos Trabalhadores em memória de milhares de homens e mulheres mortos nas manifestações de 1886, em Chicago (EUA), em confrontos violentos com policiais, porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 17 horas para 8 horas diárias.
Atualmente, mais de 80 países celebram a data, incluindo o Brasil que a adotou oficialmente como feriado nacional em 1925.
"O estabelecimento desta data tem o papel de fazer um resgate histórico e de importância educativa fundamental: a de não nos esquecermos de que os direitos não foram dados, foram conquistados com luta e organização coletiva. O 1º de Maio também é importante para nos fazer refletir que, diante dos desafios impostos no cenário atual, precisamos fortalecer nossa consciência de classe que, infelizmente, foi enfraquecida nos últimos anos, colocando em risco avanços trabalhistas históricos e recentes", explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT Nacional.
Diminuição da carga horária e fim da escala 6x1
Segundo pesquisa Datafolha publicada no dia 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, quando o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e descansa somente um dia. O debate sobre mudanças na jornada foi intensificado a partir do final de 2024, com o movimento "Vida Além do Trabalho" (VAT).
Mais recentemente, após a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, representantes da CUT e demais centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com dezenas de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6x1.
Na mesma semana, o presidente da República havia encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1 em regime de urgência constitucional, o que limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto, tanto na Câmara quanto no Senado, com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alguma alteração em uma das casas legislativas.
"O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, porque são as mais responsabilizadas nos cuidados da casa e dos filhos", destaca Juvandia Moreira.
"Diversos artigos comprovam que, por ser exaustiva, a escala 6x1 prejudica a vida social, a saúde física e mental dos trabalhadores. Temos ainda experiências que mostram que o fim da escala 6x1 não compromete a produtividade, pelo contrário, o descanso melhora a produtividade e pode criar empregos. Portanto, a nossa bandeira pela redução da jornada, sem redução salarial, é uma bandeira boa para o país e com impactos fundamentais à qualidade de vida da população, que terá mais tempo com a família, para o lazer e para os estudos", pontua.

