Dia Nacional do Orgulho Gay e a luta por direitos: Celebrar, Resistir e Existir!

 

 

Homofobia e discriminação causam transtornos, violência e morte. Respeito, valorização e conscientização podem salvar vidas e tornar a sociedade mais humana e solidária

 

 

Neste dia 25 de março, data em que se comemora o Dia Nacional do Orgulho Gay, o Sindicato dos Bancários de Alagoas reforça a luta contra o preconceito, a discriminação e a violência que atinge centenas de pessoas todos os dias por conta de sua orientação sexual.


A data, instituída em 1997, marca a primeira manifestação pública organizada por pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil, ocorrida em São Paulo, e simboliza a resistência e a luta por direitos e visibilidade. Embora avanços tenham sido alcançados, a realidade ainda é preocupante.


Segundo informações divulgadas pela AHF Brasil foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa da foi assassinada no país. Entre os casos registrados em 2024 estão 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios (roubos seguidos de morte) e 16 mortes por outras causas (como atropelamentos e afogamentos em contextos de violência motivada por LGBTfobia).


Em relação aos casos de homofobia e transfobia que não resultaram em morte, os registros cresceram 52% entre 2023 e 2024, passando de 1.633 para 2.480, respectivamente. São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná e Distrito Federal lideram as estatísticas.


A preocupação com o crescimento da discriminação e da violência de gênero levou o Sindicato dos Bancários de Alagoas a realizar uma reforma no estatuto da entidade em novembro de 2024, que incluiu a pauta LGBTQIAPN+ na diretoria de políticas sociais, como forma de combater toda e qualquer violência de gênero dentro da categoria.


Para a diretora Roseane Amaral, o papel do sindicato é fundamental para a redução da discriminação e da homofobia, tanto dentro como fora do ambiente bancário. "Precisamos buscar o esclarecimento da sociedade e também conscientizar a nossa categoria sobre o respeito à diversidade e o combate a toda e qualquer violência de gênero, transfobia ou homofobia. As pessoas precisam sentir-se livres para viver sua orientação sexual", aponta a diretora.


Mais do que uma data simbólica, o Dia Nacional do Orgulho Gay reafirma a necessidade de avançar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de qualquer forma de discriminação e homofobia.

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