Sindicato vai às ruas no 8 de Março e reforça: defender a vida, os direitos e a igualdade das mulheres é compromisso coletivo
Ato na orla de Maceió reuniu movimentos sociais, lideranças políticas e trabalhadoras para denunciar o feminicídio e cobrar igualdade
O Dia Internacional de Luta das Mulheres foi marcado por mobilização, denúncia e resistência na orla de Maceió. No último domingo (8), o Sindicato participou do ato que reuniu movimentos sociais, organizações populares, lideranças políticas e centenas de mulheres nas ruas para reafirmar que a luta por direitos, igualdade e respeito segue urgente.
A manifestação denunciou as diversas formas de violência e desigualdade enfrentadas diariamente pelas mulheres e evidenciou a força coletiva de quem se recusa a aceitar retrocessos. Cartazes, faixas e palavras de ordem contra a violência de gênero e o feminicídio ecoaram durante o ato, reforçando que a luta das mulheres é, acima de tudo, uma luta pela vida, pela dignidade e pela igualdade.
Além da denúncia da violência, a mobilização também trouxe para o centro do debate temas estruturais da sociedade brasileira, como a defesa da soberania nacional, da democracia, além da reivindicação pelo fim da escala de trabalho 6x1, pauta que atualmente mobiliza diversos setores da classe trabalhadora no país.
A indignação expressa nas ruas encontra respaldo em dados alarmantes. De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 e a pesquisa "Visível e Invisível", do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registroumais de mil e quinhentos casos de feminicídios no último ano, o que representa uma média brutal de quatro mulheres assassinadas por dia.
A presença do Sindicato no ato reforça o compromisso histórico da entidade com a defesa da vida, dos direitos e da igualdade entre homens e mulheres. Para o presidente Thyago Miranda, enfrentar a violência de gênero é uma responsabilidade que precisa ser assumida por toda a sociedade. "Essa não é apenas uma pauta das mulheres. É uma pauta da humanidade. Nós, homens, precisamos assumir responsabilidade nessa luta. O Sindicato está nas ruas, pois, defender a vida das mulheres é um compromisso político, social e humano. Não existe democracia plena enquanto mulheres continuam sendo violentadas, assassinadas e privadas de igualdade", afirmou.
A diretora da Secretaria da Mulher Ramonna Mickaelly, destacou que o crescente número de feminicídio revela a gravidade da violência no país e reforça a necessidade de organização e resistência. "Quando observamos esses números, percebemos o tamanho do desafio. São milhares de mulheres vítimas da violência extrema todos os anos. Porém, não vamos nos calar. Seguiremos denunciando, organizando e lutando, pois a vida das mulheres importa e a igualdade precisa deixar de ser promessa para se tornar realidade", declarou.
Já a diretora de Políticas Sociais, Roseane Amaral, ampliou o debate ao lembrar que a violência atinge mulheres em todas as suas identidades. "Quando uma mulher é vítima da violência, toda a sociedade é ferida em seus valores mais fundamentais. A violência atinge mulheres cis, trans e não binárias. Por isso, o recado do movimento é claro: direitos, igualdade e democracia só se conquistam com organização, unidade e mobilização popular. As mulheres precisam ocupar os espaços que lhes pertencem para transformar a realidade e romper com as estruturas de opressão", afirmou.
Com participação expressiva de dirigentes sindicais, o ato reforçou que a luta feminista também integra a luta da classe trabalhadora. Para o Sindicato, ocupar as ruas no 8 de março vai além do simbolismo: é reafirmar que direitos, igualdade e democracia só se conquistam com organização, unidade e mobilização popular.






