Contraf e Sindicato cobram da Caixa o pagamento das comissões sobre vendas de produtos financeiros

Além do pagamento, previsto para o dia 16 de abril, entidades solicitam revisão no modelo de apuração das operações, que passou de mensal para trimestral, segundo os empregados

Em ofício enviado à Caixa no dia 22 de abril, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos filiados questionaram a Vice-Presidência Rede de Varejo (Vired) sobre o pagamento das comissões sobre as vendas de produtos financeiros da Caixa Seguridade na rede de agências do banco.

Segundo o ofício da Contraf-CUT, o pagamento acordado para o dia 16 de abril não foi realizado até ontem (26/04). Além do atraso, os empregados reclamam a alteração no modo como se dão as comissões e na sua periodicidade, que passou de mensal para trimestral. Em alguns casos, a demora na apuração da operação chegou a 116 dias.

"Dentre os apontamentos trazidos [pelos empregados] é verificada a alteração do período decorrido para apuração da operação, que pode chegar até a 116 dias, além de critérios estabelecidos que incorrem em cortes nos valores projetados para recebimento desta remuneração variável, que pode excluir parte da produção do período na base de cálculo das comissões", diz o documento.

"Solicitamos à Vired que os pagamentos sejam feitos com celeridade e que revisem o modelo de apuração das operações para um resultado justo ao esforço e dedicação dos empregados. A empresa fez alteração no formato, que antes era pelo Mundo Caixa e estava funcionando. O mínimo que se espera é que ela cumpra o que propôs", alertou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, é fundamental que os empregados continuem informando sobre mudanças realizadas pela direção do banco sem aviso prévio. "É importante que os empregados continuem relatando qualquer mudança que envolva seus direitos. Estamos sob constante ataque da direção do banco e precisamos nos manter atentos", informou.

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